Debbie Gibson

9 de março de 2014

 

debbie
Foto: Caique Cunha

A ETERNA MUSA TEEN

Por Caique Cunha (texto e fotos)

 

Quem não se lembra de Debbie Gibson? Nascida no Brooklin (NY), Debbie cresceu em um subúrbio de Long Island e bem pequenininha, já tocava piano e cantava no coral do Metropolitan Opera House.

Influenciada por Elton John, Carole King e, óbvio, Olivia Newton John; aos 16 anos foi descoberta pela gravadora Atlantic cantando em uma discoteca e logo gravou o single “Foolish Beat”, quando seu nome foi incluído no Guiness Book por ter sido a artista feminina mais jovem a compor, tocar, cantar e produzir um hit número 1 na Billboard. No fim dos anos oitenta, ela aparecia em tudo quanto era lugar. O sucesso prematuro fez com que aquela garotinha com ar angelical se tornasse conhecida no mundo inteiro. Seu segundo álbum, lançado em 1989, em poucos meses vendeu mais de 5 milhões de cópias, impulsionado pelos hits “Electric Youth” e “Lost in your eyes”, que foi, inclusive, trilha sonora de novela global. Dois anos depois, Debbie Gibson foi uma das atrações da segunda edição do Rock in Rio (vídeo acima), no Maracanã, na noite pop, com A-ha, Information Society e os ingleses do Happy Mondays (que ali, eram o peixe fora d´água)… Em 2011, a cantora foi indicada ao Oscar com a canção “Rise”, para o documentário “3 Billion and Counting”, que mostrava o drama de crianças com malária na África.

Hoje, aos 43 anos, Debbie Gibson, continua fazendo shows, atuando e produzindo. O Fanz esteve com ela no Chile, onde se apresentou em um festival para 15 mil pessoas. Depois do show, batemos um papo rápido e descontraído (até com direito pose com a bandeira do Flamengo) de cinco minutinhos com a musa teen dos anos 1980, que certamente abriu o caminho para cantoras como Kate Perry, Miley Cyrus, Taylor Swift, Demi Lovato e Britney Spears.

FANZ: Em 2011 você interpretou a mãe de Katy Perry no vídeo da música “Last Friday Night (TGIF)”. Você se considera a mãe da nova geração da música teen?

DEBBIE GIBSON: (surpresa) Estou mais para a uma tiazona ou uma grande irmã ou até mesmo uma madrinha!! (gargalhadas)

FANZ: O álbum “Electric Youth” estourou em todo mundo no final da década de 80. Vinte e cinco anos após o seu lançamento, quais foram as principais mudanças que você percebeu em seu estilo musical?

DG: Desde o início minhas músicas refletiram os momentos da minha vida. Eu sempre cantei coisas sobre o meu cotidiano. Amadureci tecnicamente e pessoalmente ao longo do tempo e devo admitir que me identifico mais com os últimos álbuns.

FANZ: E o que seus fãs podem esperar para o próximo lançamento?

DG: Um álbum sincero. Totalmente honesto e muito melódico. Estilos diferentes de músicas, mas todos os “eu” com letras muito relacionadas à minha história.

FANZ: Recentemente, você postou um longo texto em sua página – www.debbiegibsonofficial.com – sobre a doença que vem enfrentando… 

DG: Tenho perdido peso consideravelmente desde o ano passado, quando fui diagnosticada com Lyme, que infelizmente ainda é uma doença pouco divulgada.  Eu não sei exatamente quando ou onde contraí, mas no início da primavera, comecei a apresentar sintomas incomuns como sensibilidade alimentar, extremo cansaço, dores intensas nos nervos, enxaquecas, tremores… e que foram se agravando com pesadelos, depressão, confusão mental e queda na imunidade.  A doença é causada por uma bactéria encontrada em carrapatos contaminados, que me picaram.  Resolvi, então, fazer um alerta, em forma de desabafo.  Estou em processo de tratamento e existem sinais de esperança.  A música e os shows tem sido a minha grande terapia.

FANZ: O que você gostaria de dizer para os seus fãs brasileiros?            

DG: Vocês têm me tocado muito ao longo dos anos. Eu, assim como todo mundo, passo por desafios, mas o amor de vocês me faz continuar caminhando e… “Rise”! (aqui se referindo a canção composta para o documentário de 2011, indicado ao Oscar).

 

Debbie Gibson também é flamenguista?
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